Arcano Menor · nº 2
Dois de Copas
Em estudo
Leitura tradicional
O Dois de Copas é o segundo pip do naipe. Waite descreve a cena: “um jovem e uma donzela se comprometem um ao outro”, e acima de suas taças “ergue-se o Caduceu de Hermes, entre cujas grandes asas aparece uma cabeça de leão”.[fonte]
Como adivinhação, ele lista “amor, paixão, amizade, afinidade, união, concórdia, simpatia, a inter-relação dos sexos” — e acrescenta, à parte de qualquer ofício adivinhatório, “aquele desejo que não está na Natureza, mas pelo qual a Natureza é santificada”.[fonte]
Como usar
“Os dois brindam ao mesmo tempo — um gesto espelhado, não um lado dando e o outro só recebendo.”
Proximidade nasce mais rápido quando a abertura é mútua e correspondida, não unilateral. Aron e colegas fizeram pares de estranhos trocarem perguntas de intimidade crescente, os dois lados revelando por igual; a proximidade gerada superou uma conversa comum de mesma duração.[fonte] Antes de uma parceria nova — um sócio, um par de projeto —, o gesto que aproxima é abrir algo real e esperar o mesmo de volta, não só ouvir.
O naipe (água) e o número dois (encontro) seguem o sistema comum a todo menor — explicado em Copas e Os Arcanos Menores.
Puro místico
tradição · sem correlato verificável
O Caduceu de Hermes e a cabeça de leão alado entre suas asas pertencem a uma leitura hermética da união de opostos; a frase de Waite sobre “aquele desejo que não está na Natureza, mas pelo qual a Natureza é santificada” é filosofia mística do amor, não descrição verificável.[fonte] Fica aqui: herança simbólica, sem uso prometido.
Fontes
- Waite, A. E. The Pictorial Key to the Tarot. Londres: William Rider & Son, 1911.
- Regardie, I. The Golden Dawn: An Account of the Teachings, Rites and Ceremonies of the Hermetic Order of the Golden Dawn. Chicago: Aries Press, 1937–1940. (Documento “Book T”.)
- Aron, A., Melinat, E., Aron, E. N., Vallone, R. D. & Bator, R. J. “The Experimental Generation of Interpersonal Closeness: A Procedure and Some Preliminary Findings.” Personality and Social Psychology Bulletin 23, n. 4 (1997): 363–377.